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"TEM hora que dá uma imensa saudade de tudo. Das risadas, dos abraços, das conversas, das brincadeiras. Dá saudade até das coisas ruins, que não eram tão ruins quanto não ter nada disso por perto. Várias frases entaladas na garganta, vários carinhos guardados pra quando isso tudo voltar. E se não voltar? Morrerei dentro do meu próprio afeto. Pior do que a saudade SEM DUVIDA É A ESPERANÇA...
Ela gostava quando, depois de muito tempo calada, ele pegava no seu queixo perguntando ― o que foi, guria? Ele gostava quando ela dizia sabe, nunca tive um papo com outro cara assim que nem tenho com você. Ela gostava quando ele dizia gozado, você parece uma pessoa que eu conheço há muito tempo. E de quando ele falava calma, você tá tensa, vem cá, e a abraçava e a fazia deitar a cabeça no ombro dele para olhar longe, no horizonte do mar, até que tudo passasse, e tudo passava assim desse jeito. Ele gostava tanto quando ela passava as mãos nos cabelos da nuca dele, aqueles meio crespos, e dizia bobo, você não passa de um menino bobo.”